ONU relata aumento de tensões geopolíticas e inteligência artificial
Por Redação • 15 de setembro de 2026 às 09:00

ONU relata aumento de tensões geopolíticas e inteligência artificial
Guerras, disputas geopolíticas, mudanças climáticas e o avanço descontrolado da inteligência artificial, IA, estão entre os principais riscos enfrentados pela humanidade em 2026, segundo um documento divulgado pela Nações Unidas.
No Relatório sobre Risco Global das Nações Unidas, mais de 1,3 mil líderes e especialistas analisaram 28 ameaças em categorias políticas, tecnológicas, econômicas, ambientais e sociais, avaliando a probabilidade, impacto e grau de preparo das instituições globais para dar respostas efetivas.
Riscos políticos
As tensões geopolíticas figuram entre as principais ameaças em seis das sete regiões pesquisadas.
Na comparação com a última edição do relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, indica que guerras e riscos políticos têm mais destaque entre os entrevistados.
Além dos conflitos e armas de destruição em massa, o relatório revela a disparidade entre a velocidade das inovações tecnológicas e a capacidade de regulação dos governos.
Concentração tecnológica
A IA e a concentração de poder tecnológico foram apontadas como fontes de instabilidade, uma vez que a avança em ritmo superior à criação de regras e marcos regulatórios internacionais.
No cenário econômico, a probabilidade de uma crise financeira global também foi mencionada devido às dúvidas sobre a capacidade de cooperação e coordenação dos governos.
A falha no combate às mudanças climáticas continua sendo classificada como o principal problema individual. Desastres naturais e a escassez de recursos básicos também permanecem no topo das preocupações.
Cooperação como único caminho
O relatório chama a atenção para a lacuna entre a dimensão das ameaças e a capacidade de resposta das instituições. Segundo o estudo, a preparação internacional foi avaliada como insuficiente para lidar com guerras e avanço da IA.
Apesar do diagnóstico, os especialistas apontam a cooperação multilateral entre governos como a ferramenta mais eficaz para prevenir crises e mitigar catástrofes.
Para Guterres, os riscos globais se tornaram mais complexos e nenhum país, empresa ou instituição podem enfrentá-los sozinho.
Fonte: ONU News. Matéria original.
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